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Freud, na divisão topográfica do cérebro, estabeleceu as seguintes estruturas: Ego (Eu), INCS (Isso ou id), Superego (Supereu). O Ego (Eu) o definiu como uma pequena porção de nosso encéfalo e totalmente consciente, estrutura responsável pelo princípio da realidade, ou seja, aquilo que posso ver, sentir, tocar e perceber. Já a maior porção do encéfalo e totalmente inconsciente, que por sua imensidão ele a comparou com o oceano, denominou de id ( Isso) ou Inconsciente, estrutura impulsora do princípio do prazer, logo, tudo que nos dá prazer vem do inconsciente. Muitas vezes realizamos algo que desejamos muito, e em seguida somos tomados de terrível arrependimento, e/ou culpa pelo ato em si. Uma outra estrutura estreita, localizada entre o consciente e o inconsciente, onde a metade é consciente e a outra metade inconsciente, ele a denominou de Superego ou (Supereu), que é o nosso sensor de limites, "valores, princípios morais, religiosos e éticos". Durante o dia, o Id e o Superego travam constantes conflitos. É o primeiro querendo ter prazer a todo custo, e o segundo proibindo e condenando através de diálogo interno, lançando por exemplo indagações: "o que vão pensar sobre isso?", "isso é pecado!", "isso é um crime!"; e outras cobranças. Como mediador desse conflito, o Ego (princípio da realidade), mantém o equilíbrio entre as duas estruturas, mas quando chega noite, as partes conscientes do Ego e do Superego saem de sena. Só ficando a estrutura inconsciente, denominado princípio do prazer, que, através do sonho, realiza todos os desejos inconscientes e resíduos diurnos ( desejos disfarçados) . E ainda os recalques (traumas), que são responsáveis pelos pesadelos e sonhos penosos. E dessa forma se explica o porquê de alguns sonhos, que deixam as pessoas confusas e perguntando a si mesmas os motivos de ter sonhado aquilo, pois em seu estado de vigília por medo, culpa, princípios morais e religiosos não seriam capazes de realizarem tal façanha. A função fisiológica do sonho é evitar que sujeito desestruture psiquicamentente. Durante a noite, a pessoa sonha várias vezes, lembrandro apenas de um dos sonhos. Quando a pessoa diz que não sonha, deveria dizer que não lembra, pois se observá-la, por várias vezes acordou com alegria e satisfação, dizendo não saber o porque de estar tão bem. Por experiência profissional, afirmo que este esquecimento se dá por mecanismo de defesa do Ego pela ameaça da lembrança onírica causar sofrimento ao sonhador, pelos princípios éticos, morais e religiosos, pois a função do sonho é a de evitar a desestruturação psíquica.
Ainda quero colocar a existência dos sonhos premunitórios ou clarividentes. Para defini-los, é necessário um rígido controle por anotações e comparação com os acontecimentos em relação ao material sonhado. Caso contrário, é mera coincidência e deverá descartá-lo como premunitório ou clarividente. Por outro lado, uma vez confirmado a pessoa deverá procurar um parapsicólogo, para evitar que entre em desequilíbrio psíquico. Já atendi algumas pessoas portadoras destes f enômenos que sente-se responsável em evitar a tragédia com a pessoa com quem sonhou, pois nos sonhos clarividentes o sonhador vê claramente os detalhes do acontecimento e, sente na obrigação de evitar aquele fato.
Traumas e sintomas:
O trauma é uma dor psíquica sofrida por uma ameaça ou agressão, tanto no campo físico como psíquico, podendo ser uma perda (luto), uma separação de um objeto de amor, podendo ser uma pessoa, um animal de estimação, ou mesmo um objeto ou coisa, já que há pessoas que valorizam mais as coisas do que as pessoas. O trauma permanece por vários dias, deixando a mesma em total desequilíbrio. O Ego (princípio da realidade) entra com os famosos mecanismos de defesa, jogando a lembrança dolorosa para o inconsciente em forma de esquecimento, e criando uma barreira energética chamada de recalque. Porém essa barreira é vulnerável para segurar o trauma em forma de esquecimento, e a todo momento sendo ameaçada de romper e voltar a incomodar a pessoa. Diante dessa ameaça, o Ego entra com outro mecanismo de defesa chamado resistência. Agora com essas duas barreiras energéticas, não são mais ameaçadas de rompimento. Mas o trauma burla as duas barreiras, vindo em forma de disfarce, e continua a incomodar. O disfarce do trauma é o sintoma: a ansiedade, a angustia, os medos. Mas são aqueles medos que não representam ameaças a pessoa, ou seja, os fóbicos. A tristeza não autêntica, ou seja: estou triste, mas não sei por quê. Manifestam-se também pela timidez, insegurança, medo de dirigir etc.. Tomando como exemplo o medo de dirigir, afirmo ser uma emoção disfarce, pois dirigir um carro não representa ameaça real de morte ao motorista, e sim a negligência de um ou do outro no volante, as variáveis ambientais, geográficas e condições das vias e rodovias. Para que vocês tenham uma compreensão destes mecanismos de defesa, (consciente), hipoteticamente seria duas pessoas que estão reunidas em uma sala, tratando de um assunto importante, quando repentinamente entra uma pessoa alcoolizada, ou delinqüente (trauma), dessa forma ameaçando o curso normal da reunião, e seus componentes. Diante do transtorno o delinqüente é jogado para fora da sala, e se fecha a porta, seria barreira energética (recalque). O trauma (delinqüente) inconformado diz que vai quebrar a porta e as pessoas que lá estão, e começa a chutar a porta, diante da ameaça é colocada uma outra barreira energética chamada resistência. Hipoteticamente dois homens fortemente armados, agora diante da resistência e do recalque, o trauma é impedido de chutar a porta e rompê-la, mas ele burla as duas barreiras, através através de seus gritos e continua a incomodar, só que agora em forma disfarçada. O grito do trauma é o sintoma. Quando uma pessoa, com medo de dirigir, diz que sabe a causa do seu medo, é mero engano, pois quando se tem consciência da origem do problema o sintoma desaparece.
Aproveito a oportunidade para esclarecer que a origem de nossos problemas psíquicos, se instalam nas fases de 0 a 8 anos de idade, vida fetal, e até mesmo através de um código genético de memória, o que o Jung chamou de Inconsciente Coletivo.
CIÊNCIA:
O neurologista britânico, Oliver Sacks, hoje Professor no Albert Einstein College of Medicine, ao expor um de seus casos sobre a síndrome de Korsakov, ou seja, a dificuldade de lembrar, a existência de "abismos de amnésia", conta que naquela situação havia "alguma perda essencial e total da realidade íntima, do sentimento e do sentido, da alma", para concluir: "Sem dúvida, como disseram as irmãs, ele possuía uma alma, uma alma imortal, no sentido teológico; podia ser visto, e amado, como um indivíduo pelo Todo-Poderoso; porém, elas concordavam, algo muito perturbador acontecera com ele, com seu espírito, seu caráter, no sentido ordinário, humano". Ou ainda, diante de outro caso de síndrome de Korsakov, "pura", "não complicada por outros fatores, emocionais ou orgânicos", consultou o grande especialista da época, pioneiro nos estudos de neuropsicologia da memória, A. R. Luria, que lhe respondeu: "Não há prescrições para um caso como esse. Faça o que sua perspicácia e seu coração sugerirem. Há pouca ou nenhuma esperança de recuperar a sua memória. Mas um homem não consiste apenas em memória. Ele tem sentimento, vontade, sensibilidades, existência moral -aspectos sobre os quais a neuropsicologia não pode pronunciar-se. E é ali, além da esfera de uma psicologia impessoal, que você poderá encontrar modos de atingi-lo e mudá-lo. (...) Em termos neuropsicológicos, há pouco ou nada que você possa fazer; mas no que respeita ao indivíduo talvez você possa fazer muito". Somos, portanto, uma unidade composta de corpo e alma, que é o primeiro passo que penso deve ser dado para que os desafios da ciência médica sejam desvendados e incorporados desde que Hipócrates apresentou o conceito histórico de doença, ou seja, a descrição da evolução da doença, do primeiro sinal até o seu máximo, com a precisa expressão da antiga palavra patologia.
Este texto foi extraído do trabalho: O mistério da vida e a descoberta do código genético. de Carlos Alberto Menezes Deireito. Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Membro da Associação de Juristas Católicos.
CÓDIGO GENÉTICO DE MEMÓRIA:
Segundo essa teoria, assim como você herda um código genético de cor da pele; cor dos olhos de seus antepassados; também herda um código genético de memória, das lembranças que seus antepassados tiveram.
INCONSCIENTE COLETIVO DE JUNG: - arquétipos.
Segundo Jung, o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e idéias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo. O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.
O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras, no primeiro contato com uma, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que causasse tal medo, e sim derivando o pavor do inconsciente coletivo. Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente.
Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo. Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se então uma imagem.
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Observação: Quero deixar claro que, em tais sintomas, muitas vezes não há um prognóstico favorável ao tratamento médico e psicológico tradicional, ficando em sua maioria sem diagnóstico, ou até mesmo diagnosticando como endógeno, ou então genético. Um exemplo é o caso da depressão endógena (sem causa aparente). Através da hipnose em regressão de memória, quando se trata de uma pessoa sensível à técnica de hipnose, sempre se chega à causa. A dificuldade encontrada no tratamento médico e psicológico tradicional, em se tratando de pessoas adultas, se dá, na minha opinião, pelo fato de fazer uso da fala como fonte de investigação, e registro de anamnese das lembranças da infância, que a mesma traz consigo. Sendo assim, se um paciente adulto teve uma infância feliz, conseguirá no máximo lembrar, dos fatos vivenciados de seis anos em diante. Por outro lado, se teve uma infância hostilizada, na maioria das vezes apagam totalmente de sua memória todas estas lembranças. É muito comum no consultório, quando se pergunta sobre a infância, o paciente verbalizar, que só lembra de seus 15 anos em diante, ou de outra fase da adolescência que traz boas recordações. Já na regressão de memória o paciente traz o material de memória emergido da vida fetal, primeira infância de 0 a 8 anos, e até mesmo o material do código genético de memória citado anteriormente. Deixo para que cada um dos que lerem este tópico, tire suas próprias conclusões, sem que entre em choque de crenças.
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Freud, na divisão topográfica do cérebro, estabeleceu as seguintes estruturas: Ego (Eu), INCS (Isso ou id), Superego (Supereu). O Ego (Eu) o definiu como uma pequena porção de nosso encéfalo e totalmente consciente, estrutura responsável pelo princípio da realidade, ou seja, aquilo que posso ver, sentir, tocar e perceber. Já a maior porção do encéfalo e totalmente inconsciente, que por sua imensidão ele a comparou com o oceano, denominou de id ( Isso) ou Inconsciente, estrutura impulsora do princípio do prazer, logo, tudo que nos dá prazer vem do inconsciente. Muitas vezes realizamos algo que desejamos muito, e em seguida somos tomados de terrível arrependimento, e/ou culpa pelo ato em si. Uma outra estrutura estreita, localizada entre o consciente e o inconsciente, onde a metade é consciente e a outra metade inconsciente, ele a denominou de Superego ou (Supereu), que é o nosso sensor de limites, "valores, princípios morais, religiosos e éticos". Durante o dia, o Id e o Superego travam constantes conflitos. É o primeiro querendo ter prazer a todo custo, e o segundo proibindo e condenando através de diálogo interno, lançando por exemplo indagações: "o que vão pensar sobre isso?", "isso é pecado!", "isso é um crime!"; e outras cobranças. Como mediador desse conflito, o Ego (princípio da realidade), mantém o equilíbrio entre as duas estruturas, mas quando chega noite, as partes conscientes do Ego e do Superego saem de sena. Só ficando a estrutura inconsciente, denominado princípio do prazer, que, através do sonho, realiza todos os desejos inconscientes e resíduos diurnos ( desejos disfarçados) . E ainda os recalques (traumas), que são responsáveis pelos pesadelos e sonhos penosos. E dessa forma se explica o porquê de alguns sonhos, que deixam as pessoas confusas e perguntando a si mesmas os motivos de ter sonhado aquilo, pois em seu estado de vigília por medo, culpa, princípios morais e religiosos não seriam capazes de realizarem tal façanha. A função fisiológica do sonho é evitar que sujeito desestruture psiquicamentente. Durante a noite, a pessoa sonha várias vezes, lembrandro apenas de um dos sonhos. Quando a pessoa diz que não sonha, deveria dizer que não lembra, pois se observá-la, por várias vezes acordou com alegria e satisfação, dizendo não saber o porque de estar tão bem. Por experiência profissional, afirmo que este esquecimento se dá por mecanismo de defesa do Ego pela ameaça da lembrança onírica causar sofrimento ao sonhador, pelos princípios éticos, morais e religiosos, pois a função do sonho é a de evitar a desestruturação psíquica.
Ainda quero colocar a existência dos sonhos premunitórios ou clarividentes. Para defini-los, é necessário um rígido controle por anotações e comparação com os acontecimentos em relação ao material sonhado. Caso contrário, é mera coincidência e deverá descartá-lo como premunitório ou clarividente. Por outro lado, uma vez confirmado a pessoa deverá procurar um parapsicólogo, para evitar que entre em desequilíbrio psíquico. Já atendi algumas pessoas portadoras destes f enômenos que sente-se responsável em evitar a tragédia com a pessoa com quem sonhou, pois nos sonhos clarividentes o sonhador vê claramente os detalhes do acontecimento e, sente na obrigação de evitar aquele fato.
Traumas e sintomas:
O trauma é uma dor psíquica sofrida por uma ameaça ou agressão, tanto no campo físico como psíquico, podendo ser uma perda (luto), uma separação de um objeto de amor, podendo ser uma pessoa, um animal de estimação, ou mesmo um objeto ou coisa, já que há pessoas que valorizam mais as coisas do que as pessoas. O trauma permanece por vários dias, deixando a mesma em total desequilíbrio. O Ego (princípio da realidade) entra com os famosos mecanismos de defesa, jogando a lembrança dolorosa para o inconsciente em forma de esquecimento, e criando uma barreira energética chamada de recalque. Porém essa barreira é vulnerável para segurar o trauma em forma de esquecimento, e a todo momento sendo ameaçada de romper e voltar a incomodar a pessoa. Diante dessa ameaça, o Ego entra com outro mecanismo de defesa chamado resistência. Agora com essas duas barreiras energéticas, não são mais ameaçadas de rompimento. Mas o trauma burla as duas barreiras, vindo em forma de disfarce, e continua a incomodar. O disfarce do trauma é o sintoma: a ansiedade, a angustia, os medos. Mas são aqueles medos que não representam ameaças a pessoa, ou seja, os fóbicos. A tristeza não autêntica, ou seja: estou triste, mas não sei por quê. Manifestam-se também pela timidez, insegurança, medo de dirigir etc.. Tomando como exemplo o medo de dirigir, afirmo ser uma emoção disfarce, pois dirigir um carro não representa ameaça real de morte ao motorista, e sim a negligência de um ou do outro no volante, as variáveis ambientais, geográficas e condições das vias e rodovias. Para que vocês tenham uma compreensão destes mecanismos de defesa, (consciente), hipoteticamente seria duas pessoas que estão reunidas em uma sala, tratando de um assunto importante, quando repentinamente entra uma pessoa alcoolizada, ou delinqüente (trauma), dessa forma ameaçando o curso normal da reunião, e seus componentes. Diante do transtorno o delinqüente é jogado para fora da sala, e se fecha a porta, seria barreira energética (recalque). O trauma (delinqüente) inconformado diz que vai quebrar a porta e as pessoas que lá estão, e começa a chutar a porta, diante da ameaça é colocada uma outra barreira energética chamada resistência. Hipoteticamente dois homens fortemente armados, agora diante da resistência e do recalque, o trauma é impedido de chutar a porta e rompê-la, mas ele burla as duas barreiras, através através de seus gritos e continua a incomodar, só que agora em forma disfarçada. O grito do trauma é o sintoma. Quando uma pessoa, com medo de dirigir, diz que sabe a causa do seu medo, é mero engano, pois quando se tem consciência da origem do problema o sintoma desaparece.
Aproveito a oportunidade para esclarecer que a origem de nossos problemas psíquicos, se instalam nas fases de 0 a 8 anos de idade, vida fetal, e até mesmo através de um código genético de memória, o que o Jung chamou de Inconsciente Coletivo.
CIÊNCIA:
O neurologista britânico, Oliver Sacks, hoje Professor no Albert Einstein College of Medicine, ao expor um de seus casos sobre a síndrome de Korsakov, ou seja, a dificuldade de lembrar, a existência de "abismos de amnésia", conta que naquela situação havia "alguma perda essencial e total da realidade íntima, do sentimento e do sentido, da alma", para concluir: "Sem dúvida, como disseram as irmãs, ele possuía uma alma, uma alma imortal, no sentido teológico; podia ser visto, e amado, como um indivíduo pelo Todo-Poderoso; porém, elas concordavam, algo muito perturbador acontecera com ele, com seu espírito, seu caráter, no sentido ordinário, humano". Ou ainda, diante de outro caso de síndrome de Korsakov, "pura", "não complicada por outros fatores, emocionais ou orgânicos", consultou o grande especialista da época, pioneiro nos estudos de neuropsicologia da memória, A. R. Luria, que lhe respondeu: "Não há prescrições para um caso como esse. Faça o que sua perspicácia e seu coração sugerirem. Há pouca ou nenhuma esperança de recuperar a sua memória. Mas um homem não consiste apenas em memória. Ele tem sentimento, vontade, sensibilidades, existência moral -aspectos sobre os quais a neuropsicologia não pode pronunciar-se. E é ali, além da esfera de uma psicologia impessoal, que você poderá encontrar modos de atingi-lo e mudá-lo. (...) Em termos neuropsicológicos, há pouco ou nada que você possa fazer; mas no que respeita ao indivíduo talvez você possa fazer muito". Somos, portanto, uma unidade composta de corpo e alma, que é o primeiro passo que penso deve ser dado para que os desafios da ciência médica sejam desvendados e incorporados desde que Hipócrates apresentou o conceito histórico de doença, ou seja, a descrição da evolução da doença, do primeiro sinal até o seu máximo, com a precisa expressão da antiga palavra patologia.
Este texto foi extraído do trabalho: O mistério da vida e a descoberta do código genético. de Carlos Alberto Menezes Deireito. Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Membro da Associação de Juristas Católicos.
CÓDIGO GENÉTICO DE MEMÓRIA:
Segundo essa teoria, assim como você herda um código genético de cor da pele; cor dos olhos de seus antepassados; também herda um código genético de memória, das lembranças que seus antepassados tiveram.
INCONSCIENTE COLETIVO DE JUNG: - arquétipos.
Segundo Jung, o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e idéias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo. O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.
O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras, no primeiro contato com uma, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que causasse tal medo, e sim derivando o pavor do inconsciente coletivo. Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente.
Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo. Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se então uma imagem.
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Observação: Quero deixar claro que, em tais sintomas, muitas vezes não há um prognóstico favorável ao tratamento médico e psicológico tradicional, ficando em sua maioria sem diagnóstico, ou até mesmo diagnosticando como endógeno, ou então genético. Um exemplo é o caso da depressão endógena (sem causa aparente). Através da hipnose em regressão de memória, quando se trata de uma pessoa sensível à técnica de hipnose, sempre se chega à causa. A dificuldade encontrada no tratamento médico e psicológico tradicional, em se tratando de pessoas adultas, se dá, na minha opinião, pelo fato de fazer uso da fala como fonte de investigação, e registro de anamnese das lembranças da infância, que a mesma traz consigo. Sendo assim, se um paciente adulto teve uma infância feliz, conseguirá no máximo lembrar, dos fatos vivenciados de seis anos em diante. Por outro lado, se teve uma infância hostilizada, na maioria das vezes apagam totalmente de sua memória todas estas lembranças. É muito comum no consultório, quando se pergunta sobre a infância, o paciente verbalizar, que só lembra de seus 15 anos em diante, ou de outra fase da adolescência que traz boas recordações. Já na regressão de memória o paciente traz o material de memória emergido da vida fetal, primeira infância de 0 a 8 anos, e até mesmo o material do código genético de memória citado anteriormente. Deixo para que cada um dos que lerem este tópico, tire suas próprias conclusões, sem que entre em choque de crenças.
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Freud, na divisão topográfica do cérebro, estabeleceu as seguintes estruturas: Ego (Eu), INCS (Isso ou id), Superego (Supereu). O Ego (Eu) o definiu como uma pequena porção de nosso encéfalo e totalmente consciente, estrutura responsável pelo princípio da realidade, ou seja, aquilo que posso ver, sentir, tocar e perceber. Já a maior porção do encéfalo e totalmente inconsciente, que por sua imensidão ele a comparou com o oceano, denominou de id ( Isso) ou Inconsciente, estrutura impulsora do princípio do prazer, logo, tudo que nos dá prazer vem do inconsciente. Muitas vezes realizamos algo que desejamos muito, e em seguida somos tomados de terrível arrependimento, e/ou culpa pelo ato em si. Uma outra estrutura estreita, localizada entre o consciente e o inconsciente, onde a metade é consciente e a outra metade inconsciente, ele a denominou de Superego ou (Supereu), que é o nosso sensor de limites, "valores, princípios morais, religiosos e éticos". Durante o dia, o Id e o Superego travam constantes conflitos. É o primeiro querendo ter prazer a todo custo, e o segundo proibindo e condenando através de diálogo interno, lançando por exemplo indagações: "o que vão pensar sobre isso?", "isso é pecado!", "isso é um crime!"; e outras cobranças. Como mediador desse conflito, o Ego (princípio da realidade), mantém o equilíbrio entre as duas estruturas, mas quando chega noite, as partes conscientes do Ego e do Superego saem de sena. Só ficando a estrutura inconsciente, denominado princípio do prazer, que, através do sonho, realiza todos os desejos inconscientes e resíduos diurnos ( desejos disfarçados) . E ainda os recalques (traumas), que são responsáveis pelos pesadelos e sonhos penosos. E dessa forma se explica o porquê de alguns sonhos, que deixam as pessoas confusas e perguntando a si mesmas os motivos de ter sonhado aquilo, pois em seu estado de vigília por medo, culpa, princípios morais e religiosos não seriam capazes de realizarem tal façanha. A função fisiológica do sonho é evitar que sujeito desestruture psiquicamentente. Durante a noite, a pessoa sonha várias vezes, lembrandro apenas de um dos sonhos. Quando a pessoa diz que não sonha, deveria dizer que não lembra, pois se observá-la, por várias vezes acordou com alegria e satisfação, dizendo não saber o porque de estar tão bem. Por experiência profissional, afirmo que este esquecimento se dá por mecanismo de defesa do Ego pela ameaça da lembrança onírica causar sofrimento ao sonhador, pelos princípios éticos, morais e religiosos, pois a função do sonho é a de evitar a desestruturação psíquica.
Ainda quero colocar a existência dos sonhos premunitórios ou clarividentes. Para defini-los, é necessário um rígido controle por anotações e comparação com os acontecimentos em relação ao material sonhado. Caso contrário, é mera coincidência e deverá descartá-lo como premunitório ou clarividente. Por outro lado, uma vez confirmado a pessoa deverá procurar um parapsicólogo, para evitar que entre em desequilíbrio psíquico. Já atendi algumas pessoas portadoras destes f enômenos que sente-se responsável em evitar a tragédia com a pessoa com quem sonhou, pois nos sonhos clarividentes o sonhador vê claramente os detalhes do acontecimento e, sente na obrigação de evitar aquele fato.
Traumas e sintomas:
O trauma é uma dor psíquica sofrida por uma ameaça ou agressão, tanto no campo físico como psíquico, podendo ser uma perda (luto), uma separação de um objeto de amor, podendo ser uma pessoa, um animal de estimação, ou mesmo um objeto ou coisa, já que há pessoas que valorizam mais as coisas do que as pessoas. O trauma permanece por vários dias, deixando a mesma em total desequilíbrio. O Ego (princípio da realidade) entra com os famosos mecanismos de defesa, jogando a lembrança dolorosa para o inconsciente em forma de esquecimento, e criando uma barreira energética chamada de recalque. Porém essa barreira é vulnerável para segurar o trauma em forma de esquecimento, e a todo momento sendo ameaçada de romper e voltar a incomodar a pessoa. Diante dessa ameaça, o Ego entra com outro mecanismo de defesa chamado resistência. Agora com essas duas barreiras energéticas, não são mais ameaçadas de rompimento. Mas o trauma burla as duas barreiras, vindo em forma de disfarce, e continua a incomodar. O disfarce do trauma é o sintoma: a ansiedade, a angustia, os medos. Mas são aqueles medos que não representam ameaças a pessoa, ou seja, os fóbicos. A tristeza não autêntica, ou seja: estou triste, mas não sei por quê. Manifestam-se também pela timidez, insegurança, medo de dirigir etc.. Tomando como exemplo o medo de dirigir, afirmo ser uma emoção disfarce, pois dirigir um carro não representa ameaça real de morte ao motorista, e sim a negligência de um ou do outro no volante, as variáveis ambientais, geográficas e condições das vias e rodovias. Para que vocês tenham uma compreensão destes mecanismos de defesa, (consciente), hipoteticamente seria duas pessoas que estão reunidas em uma sala, tratando de um assunto importante, quando repentinamente entra uma pessoa alcoolizada, ou delinqüente (trauma), dessa forma ameaçando o curso normal da reunião, e seus componentes. Diante do transtorno o delinqüente é jogado para fora da sala, e se fecha a porta, seria barreira energética (recalque). O trauma (delinqüente) inconformado diz que vai quebrar a porta e as pessoas que lá estão, e começa a chutar a porta, diante da ameaça é colocada uma outra barreira energética chamada resistência. Hipoteticamente dois homens fortemente armados, agora diante da resistência e do recalque, o trauma é impedido de chutar a porta e rompê-la, mas ele burla as duas barreiras, através através de seus gritos e continua a incomodar, só que agora em forma disfarçada. O grito do trauma é o sintoma. Quando uma pessoa, com medo de dirigir, diz que sabe a causa do seu medo, é mero engano, pois quando se tem consciência da origem do problema o sintoma desaparece.
Aproveito a oportunidade para esclarecer que a origem de nossos problemas psíquicos, se instalam nas fases de 0 a 8 anos de idade, vida fetal, e até mesmo através de um código genético de memória, o que o Jung chamou de Inconsciente Coletivo.
CIÊNCIA:
O neurologista britânico, Oliver Sacks, hoje Professor no Albert Einstein College of Medicine, ao expor um de seus casos sobre a síndrome de Korsakov, ou seja, a dificuldade de lembrar, a existência de "abismos de amnésia", conta que naquela situação havia "alguma perda essencial e total da realidade íntima, do sentimento e do sentido, da alma", para concluir: "Sem dúvida, como disseram as irmãs, ele possuía uma alma, uma alma imortal, no sentido teológico; podia ser visto, e amado, como um indivíduo pelo Todo-Poderoso; porém, elas concordavam, algo muito perturbador acontecera com ele, com seu espírito, seu caráter, no sentido ordinário, humano". Ou ainda, diante de outro caso de síndrome de Korsakov, "pura", "não complicada por outros fatores, emocionais ou orgânicos", consultou o grande especialista da época, pioneiro nos estudos de neuropsicologia da memória, A. R. Luria, que lhe respondeu: "Não há prescrições para um caso como esse. Faça o que sua perspicácia e seu coração sugerirem. Há pouca ou nenhuma esperança de recuperar a sua memória. Mas um homem não consiste apenas em memória. Ele tem sentimento, vontade, sensibilidades, existência moral -aspectos sobre os quais a neuropsicologia não pode pronunciar-se. E é ali, além da esfera de uma psicologia impessoal, que você poderá encontrar modos de atingi-lo e mudá-lo. (...) Em termos neuropsicológicos, há pouco ou nada que você possa fazer; mas no que respeita ao indivíduo talvez você possa fazer muito". Somos, portanto, uma unidade composta de corpo e alma, que é o primeiro passo que penso deve ser dado para que os desafios da ciência médica sejam desvendados e incorporados desde que Hipócrates apresentou o conceito histórico de doença, ou seja, a descrição da evolução da doença, do primeiro sinal até o seu máximo, com a precisa expressão da antiga palavra patologia.
Este texto foi extraído do trabalho: O mistério da vida e a descoberta do código genético. de Carlos Alberto Menezes Deireito. Ministro do Superior Tribunal de Justiça, Professor da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro e Membro da Associação de Juristas Católicos.
CÓDIGO GENÉTICO DE MEMÓRIA:
Segundo essa teoria, assim como você herda um código genético de cor da pele; cor dos olhos de seus antepassados; também herda um código genético de memória, das lembranças que seus antepassados tiveram.
INCONSCIENTE COLETIVO DE JUNG: - arquétipos.
Segundo Jung, o inconsciente pessoal é representado pelos sentimentos e idéias reprimidas, desenvolvidas durante a vida de um indivíduo. O inconsciente coletivo não se desenvolve individualmente, ele é herdado. É um conjunto de sentimentos, pensamentos e lembranças compartilhadas por toda a humanidade.
O inconsciente coletivo é um reservatório de imagens latentes, chamadas de arquétipos ou imagens primordiais, que cada pessoa herda de seus ancestrais. A pessoa não se lembra das imagens de forma consciente, porém, herda uma predisposição para reagir ao mundo da forma que seus ancestrais faziam. Sendo assim, a teoria estabelece que o ser humano nasce com muitas predisposições para pensar, entender e agir de certas formas. Por exemplo, o medo de cobras pode ser transmitido através do inconsciente coletivo, criando uma predisposição para que uma pessoa tema as cobras, no primeiro contato com uma, a pessoa pode ficar aterrorizada, sem ter tido uma experiência pessoal que causasse tal medo, e sim derivando o pavor do inconsciente coletivo. Mas nem sempre as predisposições presentes no inconsciente coletivo se manifestam tão facilmente.
Os arquétipos presentes no inconsciente coletivo são universais e idênticos em todos os indivíduos. Estes se manifestam simbolicamente em religiões, mitos, contos de fadas e fantasias. Entre os principais arquétipos estão os conceitos de nascimento, morte, sol, lua, fogo, poder e mãe. Após o nascimento, essas imagens preconcebidas são desenvolvidas e moldadas conforme as experiências do indivíduo. Por exemplo: toda criança nasce com o arquétipo da mãe, uma imagem pré-formada de uma mãe, e à medida que esta criança presencia, vê e interage com a mãe, desenvolve-se então uma imagem.
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Observação: Quero deixar claro que, em tais sintomas, muitas vezes não há um prognóstico favorável ao tratamento médico e psicológico tradicional, ficando em sua maioria sem diagnóstico, ou até mesmo diagnosticando como endógeno, ou então genético. Um exemplo é o caso da depressão endógena (sem causa aparente). Através da hipnose em regressão de memória, quando se trata de uma pessoa sensível à técnica de hipnose, sempre se chega à causa. A dificuldade encontrada no tratamento médico e psicológico tradicional, em se tratando de pessoas adultas, se dá, na minha opinião, pelo fato de fazer uso da fala como fonte de investigação, e registro de anamnese das lembranças da infância, que a mesma traz consigo. Sendo assim, se um paciente adulto teve uma infância feliz, conseguirá no máximo lembrar, dos fatos vivenciados de seis anos em diante. Por outro lado, se teve uma infância hostilizada, na maioria das vezes apagam totalmente de sua memória todas estas lembranças. É muito comum no consultório, quando se pergunta sobre a infância, o paciente verbalizar, que só lembra de seus 15 anos em diante, ou de outra fase da adolescência que traz boas recordações. Já na regressão de memória o paciente traz o material de memória emergido da vida fetal, primeira infância de 0 a 8 anos, e até mesmo o material do código genético de memória citado anteriormente. Deixo para que cada um dos que lerem este tópico, tire suas próprias conclusões, sem que entre em choque de crenças.
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